Língua Gestual Portuguesa

Descrição da acção

A Língua Gestual Portuguesa é a língua natural da comunidade surda, sendo a língua materna para os filhos de pais surdos. É uma língua visual expressa através da configuração das mãos e da expressão facial e corporal.
A utilização simultânea da Língua Gestual e do Português oral é bastante difícil dado o grande diferencial existente nas respectivas estruturas gramaticais.
Se a Constituição da República Portuguesa for respeitada vai possibilitar um crescente e contínuo uso da Língua Gestual em ambientes educacionais e sociais, permitindo assim às pessoas surdas usufruir totalmente dos seus direitos, como qualquer outro cidadão português.


Objectivos gerais

Pretende-se que os/as formandos/as sejam capazes de utilizar competências que lhes permitam compreender e utilizar a Língua Gestual Portuguesa, facilitando a comunicação no quotidiano entre ouvintes e pessoas surdas.


Objectivos específicos

No final da acção, os formandos deverão ser capazes de:

    • Comunicar, recorrendo à língua gestual portuguesa, na sala de formação sem recorrer ao manual, com uma taxa de sucesso igual ou superior a 50%;
    • Comunicar, recorrendo à língua gestual portuguesa, assegurando os conteúdos elementares, sem recorrer ao manual, com uma taxa de sucesso igual ou superior a 50%.

Perfil do formador

A definir


Carga horária

35 horas


Metodologia

Será utilizada uma metodologia expositiva com teorização, contrabalançada por metodologias activas, que apelam à prática, ao desempenho e vivência de situações através da utilização de técnicas activas, nomeadamente: troca de experiências, role playing, exercícios práticos e autodiagnósticos visando uma visão mais clara das suas capacidades e competências, análise de estudos de caso e exploração de situações concretas das práticas profissionais dos participantes.
Todas as técnicas aplicadas visam a tomada de consciência por parte dos/as formandos/as da sua actuação em situação real, identificando os seus pontos fortes e estabelecendo objectivos de progresso ao nível da sua eficiência e eficácia profissional.


Momentos e modalidades de avaliação
  • No início do curso, o formador poderá efectuar uma avaliação diagnóstica como forma de verificar o nível de conhecimentos dos formandos face ao tema a desenvolver. Este instrumento de avaliação permitirá ainda ao formador personalizar o programa da formação às especificidades do grupo.
  • Durante a acção, o formador poderá recorrer a actividades de avaliação formativa como forma de regulação da aprendizagem.
  • No final do curso, o formador realizará uma avaliação sumativa para averiguar a consolidação dos conhecimentos.
  • Terminada a acção, pedir-se-á ainda aos formandos que preencham um formulário de avaliação do processo de formação para efeitos de balanço da actividade formativa e do desempenho do formador.

Assiduidade dos formandos

A assiduidade deste curso é um requisito fundamental, na medida em que existem competências transversais que só podem ser adquiridas em contexto de formação presencial. Será condição obrigatória a frequência de 95% do total de horas do respectivo curso.
Da avaliação contínua e final pode resultar a necessidade do formando repetir ou reforçar um determinado tema, módulo ou momento de avaliação, onde se verifiquem situações como: falta do formando a um momento de avaliação; resultado obtido de nível insuficiente num determinado tema ou momento de avaliação, entre outros. Neste sentido poderá haver lugar a duas medidas de remediação: reforço das temáticas onde se verificou falta de aproveitamento; aplicação de um instrumento de avaliação equivalente. Esta decisão caberá à coordenação juntamente com a formadora do curso.


Certificação da formação

No final da formação será emitido um certificado de formação profissional, numa escala qualitativa, a todos os formandos que:

    • a) Tenham obtido uma avaliação positiva no exame final.
    • b) Tenham cumprido com os seus deveres de formando, respeitando rigorosamente os deveres de assiduidade e pontualidade.

A classificação da avaliação dos resultados da aprendizagem de cada formando é expressa através da atribuição de uma menção qualitativa e de uma classificação de acordo com a seguinte escala:

    • Muito Bom – de 18 a 20 valores;
    • Bom – de 15 a 17 valores;
    • Razoável – de 10 a 14 valores;
    • Fraco – de 7 a 9 valores;
    • Muito Fraco – de 1 a 6 valores.

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